Klabinna Mídia

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21 de fevereiro de 2019

Klabin busca espaço na indústria do plástico

A companhia brasileira tem intensificado pesquisas e investido no desenvolvimento de alternativas renováveis que possam substituir a matéria-prima obtida a partir do petróleo

 

São Paulo — A cidade de São Paulo poderá ser a próxima a proibir o uso de canudos de plástico, como garantiu recentemente o prefeito tucano Bruno Covas. O movimento contra o uso dessa matéria-prima, obtida a partir do petróleo, tem sido crescente por parte dos consumidores.

A pressão internacional tem feito com que a indústria e o varejo busquem alternativas para reduzir o impacto ambiental de materiais descartáveis, especialmente nos oceanos. Nessa corrida tecnológica, um setor centenário da economia vem investindo em formas de atender a essas novas demandas: o de fabricação de papel.

A Klabin tem intensificado as pesquisas, tanto próprias quanto aquelas desenvolvidas por meio de parcerias, com o objetivo de agregar novas características aos diferentes tipos de papel e assim se posicionar como uma solução viável para quem depende de produtos obtidos a partir do plástico.

“Há uma forte pressão global por produtos renováveis. Temos olhado formas de melhorar as embalagens e encontrar formas de substituir o plástico e outros materiais’, conta Francisco Razzolini, diretor de Tecnologia Industrial, Inovação, Sustentabilidade e Negócio de Celulose. Nessa corrida por soluções, a empresa tem como desafio garantir embalagens que preservem características dos produtos, protegendo da umidade, da luminosidade, por exemplo, preservando aspectos sanitários e que levem em consideração o ciclo de reciclabilidade do material.

Expansão 

De acordo com o executivo, o mercado global de embalagens tradicionais de papel tem crescido a uma taxa média anual de 2,5%, abaixo do plástico de uso único, que vem apresentando alta de cerca de 5% ao ano. Já as embalagens que combinam papel e outras fontes renováveis vêm conseguindo uma taxa mais elevada, que tem variado de 6% a 7% ao ano. “Como ainda é algo novo, o potencial de crescimento é muito maior do que as matérias-primas já utilizadas”, avalia Razzolini.

Um dos segmentos na mira da Klabin é o de alimentação para animais de estimação (ou petfood). A empresa precisou de cerca de dois anos para chegar a uma embalagem desenvolvida em parceria com a Dalquim, dona de marcas como DalPet, que leva uma quantidade muito pequena de plástico na sua composição, mas sem perder características como resistência e selagem, além de criar uma barreira à gordura, comum nesses alimentos.

A companhia também tem conversado com potenciais clientes para fechar negócio para o fornecimento de itens nas linhas de canudos, pratos e bandejas feitas com papel, hoje abastecidos quase que exclusivamente pela indústria do plástico.

Fast-food 

Os copos, por exemplo, têm recebido um filme obtido de fonte renovável para garantir resistência no contato com algum líquido. A previsão da companhia é levar esse tipo de produto para empresas do setor de alimentação coletiva, redes de fast-food e de cafeterias, além de companhias que tenham na sua política a preocupação com a sustentabilidade, como alguns bancos e varejistas.

“Globalmente, algumas empresas já têm feito a migração para esse tipo de produto. Por aqui, temos conversado para mostrar quais são os ganhos possíveis”, conta Flávio Deganutti, diretor Comercial de Papéis.

Os canudos feitos de papel já estão sendo produzidos em baixa escala e a empresa também está desenvolvendo alternativas ao cotonete feito com plástico.

Outro produto, já distribuído no mercado, é a saca de café. A embalagem tradicional é feita de juta. Em parceria com a Universidade Federal de Lavras, a companhia chegou a um material resistente, que consegue manter características do grão, como o aroma, o que é muito valorizado especialmente no segmento de cafés especiais.

Hoje a Klabin, maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil, vem atendendo não apenas produtores brasileiros de café, mas também clientes da Colômbia, do Panamá e do Equador. O potencial é grande, já que o Brasil é o maior exportador global dessa cultura.

Segundo Deganutti, nos últimos anos tem se intensificado o movimento de grandes marcas, como Nestlé, Unilever e Mondelez, no sentido de evitar que suas embalagens sejam descartadas de forma incorreta e estejam expostas no meio do lixo descartado nos oceanos. Essa nova forma de enxergar os negócios, explica, vai da revisão do material usado em sacolas até as tampas das embalagens. “Os consumidores, especialmente os mais novos, estão atentos a essas mudanças, o que tem levado a indústria a buscar alternativas”, diz.

Como acontece na implementação de toda nova tecnologia, no começo pode haver um impacto no custo dessas embalagens alternativas ao plástico, mas Deganutti acredita que há muitos ganhos, principalmente na redução do impacto ambiental com o seu descarte. Em linhas gerais, diz o executivo, o efeito financeiro é baixo para os clientes. “Não chega a ser algo que possa inviabilizar a mudança, até porque há um ganho de escala com o passar do tempo.”

Investimentos 

Para avançar nos novos produtos, a Klabin anunciou em setembro passado um aporte de R$ 32 milhões no programa de pesquisa e desenvolvimento (P&D), do qual faz parte a construção de um parque de plantas-piloto, em Telêmaco Borba (PR). A operação deve começar no último trimestre do ano e faz parte de um esforço crescente de aumentar os aportes em novas soluções. De acordo com Razzolini, há 10 anos a companhia aplicava 0,2% do faturamento em P&D. Agora, esse número já está em 1%.

Com a unidade paranaense, a empresa terá condições de realizar estudos e testes em algumas frentes de pesquisa, como a que estuda a chamada celulose microfibrilada (MFC). Essa matéria-prima será incorporada às linhas de produção de papel da companhia, que ganharão mais resistência.

A Klabin também planeja encontrar novos usos da lignina, um polímero que garante a rigidez interna dos vegetais e que pode ser empregado na composição de resinas fenólicas, espumas, termoplásticos, fibra de carbono e barreiras, por exemplo. Ao chegar nessa etapa, a empresa poderá expandir seus projetos no mercado de produtos renováveis e sustentáveis.

  • Klabin em números

    » Produção de papel – 2 milhões de toneladas por ano
    » Produção de celulose – 1,5 milhão de toneladas por ano
    » Número de funcionários – 19 mil, incluindo diretos e indiretos
    » Área plantada – 229 mil hectares plantados com pinus e eucalipto
    e 214 mil hectares de matas nativas preservadas
    » Onde está presente – a Klabin possui 18 unidades industriais, 17 no Brasil,
    em oito estados – Amazonas, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul –, e uma na Argentina

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Hoje a gente manda um grande abraço pra piazada de Rio Negro, lá no Paraná. Essa cidade, que fica na divisa com o estado de Santa Catarina, está completando 149 anos. Temos a certeza de que essa parceria ainda nos trará muitos resultados positivos e, por isso, trabalhamos diariamente comprometidos com o desenvolvimento e a sustentabilidade, respeitando a população e a fauna e flora da região.

Nosso parabéns a todos os rio-negrenses!

#PraCegoVer Imagem em comemoração ao aniversário de Rio Negro, há a silhueta de uma mulher preenchida com a foto da Igreja Matriz Senhor Bom Jesus da Coluna e o portal de entrada da cidade, além do texto “Nos três anos que estamos aqui, produzindo embalagens de papelão ondulado, a Klabin só tem orgulho de fazer parte da história e do desenvolvimento da cidade. Parabéns Rio Negro!”. No canto inferior direito, nosso logo Klabin.
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