Preservação e Manejo Florestal
A Klabin possui florestas plantadas nos Estados do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo. Até setembro de 2009, a empresa possuía 216 mil hectares de florestas plantadas de pínus e eucalipto e 188 mil hecatres de matas nativas preservadas , além de espaços reservados à infra-estrutura (fábricas, estradas, vilas residenciais, viveiros, etc.).
No Paraná, a área da Klabin representa a maior mancha verde no Sul do Brasil, facilmente identificável nas fotos de satélite. A unidade abrange 146 mil hectares de matas nativas preservadas, incluindo Áreas de Preservação Permanente (APP), Reserva Legal (RL) e de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), criada em 1998 pela Portaria 182 do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) e averbada em caráter de perpetuidade.
O manejo florestal segue o conceito de mosaico, com plantios de pínus e eucalipto entremeados com áreas de florestas nativas, preservando a biodiversidade. A flora e a fauna são estudadas por pesquisadores e possibilitam o desenvolvimento de programas de educação ambiental para colaboradores e comunidades vizinhas, além de direcionar o manejo das florestas.
Com o objetivo de perpetuar a biodiversidade, são adotadas práticas como:
• Manutenção e recuperação de áreas de preservação permanente
• Monitoramento de microbacias hidrográficas
• Monitoramento da fauna e da flora
• Educação ambiental para escolas, comunidades vizinhas e colaboradores
• Vigilância das áreas contra caça
• Monitoramento de erosão potencial e adequação de estradas e ramais
• Manutenção de criadouro científico de animais silvestres
• Manutenção de parque ecológico para fins de educação ambiental e pesquisa científica
• Programa de recuperação ambiental, que consta de vários projetos em áreas de preservação permanente, como o enriquecimento destas áreas com plantio de espécies nativas
• Coleta seletiva de resíduos
Projeto - Levantamento da Avifauna
As aves constituem o grupo mais bem estudado dentro da área da Fazenda Monte Alegre, com os primeiros levantamentos tendo sido realizados em 1981. Desde então, já foram identificadas 405 espécies de aves, que se distribuem em 50 famílias. Isto representa, em apenas 0,72% da área do Estado do Paraná, 53% das espécies de aves catalogadas no Estado, que conta com 770 espécies.
Deve-se ressaltar que os levantamentos realizados estão restritos apenas a alguns locais dentro da Fazenda e certamente o número de espécies de aves ainda deve aumentar consideravelmente à medida que novos locais forem estudados. Nesses levantamentos, foi registrada a ocorrência de 6 espécies que constam da lista de aves ameaçadas de extinção do IBAMA.
Os estudos realizados confirmam que as medidas adotadas pela Klabin no seu manejo florestal beneficiam a biodiversidade. As várias espécies de aves, que são abundantes nas áreas florestais da empresa comprovam que a produção de florestas plantadas, quando bem conduzida, pode ser perfeitamente conciliada com a conservação da natureza.
Projeto - Levantamento de Anfíbios
No Estado do Paraná, as informações científicas a respeito dos anfíbios anuros ainda são incipientes, tanto sob o aspecto de taxonomia, como ecologia. Visando o estudo destes animais na Fazenda Monte Alegre, desde setembro de 1999, a Klabin vem apoiando projetos de mestrado e doutorado na área de zoologia da UFPR.
No início destas atividades, eram conhecidas 24 espécies de anfíbios anuros na região de Telêmaco Borba, no Paraná. Atualmente, 40 espécies estão registradas. Destas, quatro espécies são ampliações da distribuição geográfica para o interior do Estado do Paraná, e uma é novo registro no estado. Pelo menos seis espécies são indicadoras de preservação e qualidade ambiental por se limitarem a um ambiente determinado e por não suportarem alto grau de alteração dele.
Na Fazenda Monte Alegre, os anfíbios anuros reproduzem-se nos mais variados ambientes aquáticos disponíveis, como lagos, poças temporárias e permanentes, riachos e brejos, além de microambientes que possam armazenar água, como axilas de bromélias e ocos de árvores. Duas espécies certamente apresentam reprodução terrestre e não possuem fase larval (girino). Contudo, escolhem locais úmidos, como embaixo de folhas e próximo a troncos caídos.
As espécies de anuros encontradas na Fazenda Monte Alegre mostram-se reprodutivamente ativas em determinadas épocas do ano em que as condições ambientais, chuva e calor, são favoráveis. Nestas épocas, os machos destas utilizam substratos de vocalização (microambiente) bastante distintos de onde emitem o canto nupcial para atrair as fêmeas. Com os dados obtidos até o momento, conclui-se que as áreas de preservação mantidas pela Klabin são importantes para a manutenção e conservação das populações de diferentes espécies de anfíbios anuros. Destaca-se a perereca-zebra (Dendropsophus anceps) que se encontra na categoria criticamente ameaçada no Estado do Paraná. O único registro conhecido desta espécie no Estado foi efetuado na fazenda da Klabin. O local do registro encontra-se protegido e isolado.
Projeto - Levantamento de Mamíferos
Nas áreas da empresa, os mamíferos de médio e grande portes são bem conhecidos, devido à segurança de identificação que pode ser realizada por funcionários. Todavia, os mamíferos de pequeno porte (Chiroptera, Rodentia e Didelphimorphia) são pouco conhecidos devido às dificuldades de identificação correta destes animais. Porém, são grupos taxonômicos (tipos de animais) importantes no contexto da mastofauna (fauna de mamíferos) da Fazenda Monte Alegre, possuindo grande número de espécies, sendo também considerados indicadores biológicos.
Até o presente momento, na área da Fazenda Monte Alegre, foram realizados trabalhos de levantamento dos mamíferos de médio e grande portes, através de fichas de visualização de animais silvestres e ocorrências com animais atropelados ou feridos. A partir de julho de 2001, iniciou-se um levantamento mais aprofundado da mastofauna incluindo também os pequenos mamíferos.
Atualmente, há registros de 85 espécies de mamíferos, sendo que, destas com destaque para a cuíca-d’água (Chironectes minimus), por estar ameaçada de extinção, e a raposinha-do-campo (Lycalopex vetulus), por ser o registro mais ao sul com provável limite de distribuição para a espécie na área da Fazenda Monte Alegre, e o gato-mourisco.
Projeto - Levantamento de Répteis
Até 2001, o levantamento das espécies de répteis que vinha sendo realizado na área da Fazenda Monte Alegre registrava 30 espécies identificadas. A partir de 2001, a listagem foi ampliada, sendo registradas mais 8 novas espécies para a região, totalizando atualmente 40 espécies.
voltar