História da Unidade

Navegue pelas décadas para conhecer mais sobre a história da unidade Monte Alegre

Década de 30 - O Início:

A Fazenda Monte Alegre, no Paraná, adquirida pela Klabin em 1934, possuía extensa área de mata nativa, que era povoada por uma grande diversidade de animais silvestres. Só eram encontradas pequenas povoações ou estradas, nas cidades de Piraí do Sul ou de Tibagi, distantes cerca de 100 quilômetros da fazenda.

Entre 1936 a 1940 foi iniciado o trabalho de abertura de estradas, construção de pontilhões e estudos para identificar o melhor local na fazenda para a instalação da fábrica de papel e celulose. Além de pesquisas para identificar qual dos saltos do rio Tibagi seria o mais apropriado para a construção de uma usina hidrelétrica. Também foi nesse período que foram identificadas a localização das densas reservas de araucárias e das jazidas de carvão.

A Casa Grande da localidade, conhecida como Fazenda Velha, era usada como escritório e local de hospedagem dos diversos técnicos que chegavam a Monte Alegre, até que, no início da década de quarenta, foram escolhidos três lugares para a construção dos primeiros centros de atividade permanente da Klabin na região, sendo eles: Mauá, para a usina hidrelétrica do rio Tibagi; Lagoa, como centro administrativo; e Harmonia, como local da fábrica.


1934
Aquisição da Fazenda Monte Alegre (20/10), com área de 144 mil hectares.
Início dos trabalhos de levantamento e análise da fazenda para a escolha dos locais para a construção da usina hidrelétrica, fábrica e centro administrativo.

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Década de 40 - As construções:

Vários foram os pioneiros que ajudaram a construir a unidade Klabin Monte Alegre. Aos poucos, foram se instalando na fazenda as pessoas que iriam construir este grande empreendimento do setor de papel e celulose.

Em 1941, chegou a Monte Alegre o engenheiro austríaco Karl Zappert, especialista em fabricação de papel, que tinha a missão de construir a fábrica e instalar as máquinas de papel. Em 1942, foi a vez do engenheiro eletricista polonês, Ignácio Sporn, responsável pela construção da usina hidrelétrica.

Também em 1942, chegou à fazenda o engenheiro Luiz Vieira, licenciado pelo Departamento de Agricultura do governo Getúlio Vargas, que convidado por Wolff Klabin, sócio-gerente da Klabin, para cuidar da administração geral da Unidade Monte Alegre, sendo responsável pelas construções da fábrica, da usina e de toda a estrutura necessária à população que ali se encontrava.

Completando o time de profissionais responsáveis pela construção da Unidade, em 1944, o polonês Zygmunt Wieliczka, chegou a Monte Alegre com o compromisso de organizar um plano para a área florestal, que visava o fornecimento de matéria-prima para o funcionamento de todo o complexo industrial.

Com o passar do tempo, surgiu na Fazenda uma nova comunidade, formada pelo caboclo, das cidades vizinhas; pelos colaboradores vindos de diversas regiões do País; pelos funcionários administrativos vindo dos grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro; e pelo quadro técnico, formado na sua maioria por estrangeiros, vindos da Alemanha, Polônia, Áustria, Portugal, Suíça, Suécia, Finlândia, Holanda e Checoslováquia.


1940
Início da construção da fábrica Indústrias Klabin do Paraná.
Criação do setor florestal

1942
Lançamento da pedra fundamental da fábrica, em 30 de agosto.
Início da construção da Usina Hidrelétrica Presidente Vargas.
Instalação da primeira escola, em Lagoa.

1943
Início dos trabalhos de florestamento e reflorestamento na Fazenda Monte Alegre, com plantação de araucária (pinheiro do Paraná) e eucalipto.

1944
Construção da barragem de Harmonia, com 15 metros de altura e com reservatório com capacidade de 5 milhões m³ de água, com a função de fornecer energia elétrica para a fábrica.
Início da construção da fábrica de celulose sulfato destinada à fabricação de papel para sacos de cimento (papel kraft).

1945
Inauguração da fábrica de celulose sulfato (kraft), no mês de março.
Produção da primeira folha de papel e o primeiro descarregamento do cozinhador de celulose, em 16 de março.

1946
Inauguração da fábrica de celulose sulfito, com cozinhamento da primeira celulose sulfito a partir de pinho, em 31 de maio.
Conclusão das obras de construção da fábrica.
Início do funcionamento da máquina de papel nº 2 (MP2) com celulose sulfito, fabricando cartolina.
Instalação das primeiras torres de vigilância para incêndios florestais.
Início das atividades da creche Edith Gordan, em Lagoa.
Construção do Hospital Ormasa, em Harmonia.

1947
Início da produção na máquina de papel nº 2 (MP2), com produção de papelcartão.
Início de produção de pasta mecânica.
Produção do primeiro rolo de papel jornal na máquina de papel nº 1 (MP1), em 16 de março.
Impressão do primeiro jornal com papel imprensa nacional: o "Jornal do Commércio", do Rio de Janeiro, em 27 de setembro.
Início de operação da 1ª unidade da Usina Hidrelétrica Presidente Vargas, em Mauá.

1948
Início da operação máquina de papel nº 3 (MP3) com secagem de celulose.
Início dos trabalhos de branqueamento celulose sulfito.
Plantio de Araucária, em larga escala.

1949
Início da fabricação de cloro soda, com duas linhas de células eletrostáticas.
Início de produção de papelões variados na máquina de papel nº 2 (MP2).
Instalação do 4º cozinhador de celulose sulfito.

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Década de 50 - As inaugurações:

A década de 50, período de consolidação do empreendimento de papel e celulose, foi marcada por inaugurações e pelo início dos trabalhos da empresa em melhorias sociais.

No aspecto técnico, dentre as inúmeras atividades relevantes que foram desenvolvidas, teve início o plantio de pínus na área florestal (1951), a conclusão da estrada de ferro Olaria e da ponte sobre o rio Tibagi (1952). Em 1953 ocorreu a inauguração oficial da Usina Hidrelétrica, com a presença do então Presidente da República, Getúlio Vargas e em 1959 a inauguração do Teleférico, também conhecido como Bonde Aéreo.

Na área social, o Clube Atlético Monte Alegre (CAMA) e o Harmonia Clube passaram a ser opções de lazer à comunidade. Em Lagoa, foi aberto um cinema, transferido para Harmonia anos mais tarde.

Para informar a comunidade sobre os fatos atuais da época, iniciou-se a publicação do jornal "O Tibagi", que se constituiu em leitura regular para a maioria dos colaboradores alfabetizados. Seguindo a linha informativa do jornal, fundou-se a Rádio Monte Alegre, que trouxe informações e entretenimento aos operários da fábrica e da área florestal.

Visando o lazer dos colaboradores, foram organizados concursos de beleza, que incluíram a eleição da Miss Monte Alegre. No Carnaval, havia desfiles de carros alegóricos que representavam as fases da fabricação do papel. Essas e outras melhorias sociais fizeram parte do programa de inovações que Horácio Klabin implantou em Monte Alegre.

Na área da saúde, operava o Hospital ORMASA (Sociedade Monte-Alegrense de Saúde), construído em madeira, com 40 leitos. Posteriormente, através de um projeto do arquiteto Max Staudacher, um novo prédio foi erguido em alvenaria, com capacidade para 80 leitos.


1951
Início de plantio de pínus.

1952
Em 1952 foi instalada a MP4 para produção de 40 a 70t/dia de papéis finos.
Início da fábrica de celulose semiquímica, com capacidade de 40 ton/dia.
Instalação e início da operação da 2ª unidade da Usina Hidrelétrica Presidente Vargas, com 12,5 mw.
Inauguração da estrada de ferro Olaria.
Inauguração da ponte sobre o rio Tibagi (setembro).
Instalação do sistema de comunicação por rádio para contato entre as torres de vigilância.

1953
Inauguração oficial da Usina Hidrelétrica, em 26 de janeiro, com a presença do então Presidente da República, Getúlio Vargas.
Instalação do viveiro de sementes de eucalipto, em Lagoa.
Levantamento florestal, realizado pelo Dr. Isaac Kissin, indicando a existência de 64.850ha de formação florestal na Fazenda Monte Alegre, distribuídos entre maciços puros de araucária (até 150 m³/ha), e outras espécies nativas.

1954
Inauguração da 1ª escola rural, na guarda florestal de Miranda.

1957
Levantamento de solos da Fazenda Monte Alegre, realizado pelo pedólogo (mapeador de solos), José Setzer.

1958
Início da operação da máquina de papel nº 5 (MP5).
Pesquisas para a produção de celulose kraft com latifolias mistas.
Operação da caldeira de recuperação de soda (1ª do gênero no Brasil)
Iniciada a construção do Bonde Aéreo.

1959
Implantação do Arboreto Dr. Kissin
Inauguração do bonde aéreo - 11/11/1959

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Década de 60 - As expansões

A década de 60, marcada pelas mudanças de comportamento em todo o mundo, teve um começo político bastante turbulento no Brasil. Porém, para a unidade da Klabin no Paraná foi um período marcado pelas expansões.

Em 1960, teve início o Projeto de Expansão III, com a implantação da máquina de papel 6, no ano de 1963. Inaugurada pelo então Presidente da República, João Goulart, a MP6 foi considerada a maior máquina de papel imprensa da América Latina. Na época, produzia 300 toneladas de papel imprensa por dia, suprindo 80% do mercado nacional.

Ainda no ano de 1963, aconteceu outro fato marcante: o grande incêndio florestal que atingiu a região central do Estado do Paraná, entre os meses de agosto e setembro. Em Monte Alegre, o fogo chegou no final de agosto e atingiu cerca de 85% do patrimônio da Klabin. Após o ocorrido, a companhia redobrou seus cuidados com a proteção às florestas, iniciando a implantação de um programa específico de proteção florestal com o objetivo de proteger as suas extensas áreas florestadas e reflorestadas.

No que tange à produção fabril, a máquina 1 (MP1) passou a fabricar papel kraft (anteriormente fazia papel imprensa), a máquina 2 (MP2) passou a produzir papéis diversos, a máquina 3 (MP3) iniciou a fabricação de papelão, a máquina 4 alterou sua produção de kraft para papel imprensa. Nessa década, a Klabin iniciou a fabricação de papel imprensa a partir de eucalipto.


1960-1963
Implantação do Projeto de Expansão III para instalação da máquina de papel nº 6 (MP6) e aumento da produção de papel imprensa.

1961
Ampliação da fábrica de pasta mecânica com objetivo de aumentar a produção de papel imprensa.

1962
Início da produção de papel para impressão de revistas.

1963
Inauguração da máquina de papel nº 6, para a produção de papel imprensa, sendo considerada a maior máquina desse tipo da América Latina. (março)
Início do funcionamento da fábrica de pasta mecânica e mecano-química.
Início do funcionamento das turbinas 4,5 e 6 da Usina Termelétrica.
Início do funcionamento da Caldeira de Carvão 1, 2 e 3, além da Caldeira 4 para lenha.
O viveiro florestal de Lagoa passa a ser designado como "Estação Florestal João Goulart", com a placa de inauguração descerrada pelo próprio Presidente da República.
Grande Incêndio Florestal

1964
Implantação do Arboreto Trinita.

1969
Início da produção de sementes de pínus.
Início do Programa de Reflorestamento Incentivado.
Desenvolvida por técnicos da área florestal e por uma empresa paulista, é criada a primeira máquina de beneficiamento de sementes de pínus.

1965 - 1970
Máquina de papel nº 1 (MP1) passa a fazer papel kraft (fazia papel imprensa).
Máquina de papel nº 2 (MP2) produz papéis diversos.
Máquina de papel nº 3 (MP3) inicia a produção de papelão.
Máquina de papel nº 4 (MP4) altera sua produção de kraft para papel imprensa.
Inicio da produção de papel imprensa a partir de eucalipto.

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Década de 70 - As consolidações

A década de 70 teve início com a economia brasileira atravessando um período de franca expansão, denominada como "Milagre brasileiro". Porém, a partir de 1974, com a crise do petróleo, o aumento da dívida externa, a volta da inflação e a queda do consumo, o milagre chegou ao fim.

Entretanto, para a Klabin era necessário consolidar o empreendimento de papel e celulose em Monte Alegre, mesmo frente aos problemas econômicos do país. Sendo assim, as melhorias continuaram a fazer parte do dia-a-dia da empresa.

Em 1974, foi iniciada a implantação do Projeto IV para a modernização do parque industrial de Monte Alegre. Com a produção de papéis expandida de 660 t/dia para 1200 t/dia, o nível de escala da Unidade foi igualado aos das maiores plantas industriais européias.

Em 1975, começaram a ser organizadas agrovilas para promover a melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores florestais. Com esse mesmo objetivo, em 1977 foi implantado o Programa de Planejamento Familiar.

O ano de 1978 marcou o início da operação do digestor contínuo ESKO, responsável pela fabricação de polpa semiquímica com utilização de eucalipto. Em 1979, a máquina de papel nº 7 (MP7) iniciou suas atividades, com uma produção de 600 ton/dia de papel kraftliner.


1970
Implantação do serviço de saúde ocupacional.
Início da comercialização de sementes de pínus de APS (Área de Produção de Sementes).

1972
Instalação do primeiro pomar de sementes por enxertia de pínus.
Reformulação e ampliação do sistema de comunicação por rádio.

1973
Instalação da estação metereológica central, em Lagoa.

1974
Desenvolvimento da Fórmula Monte Alegre, com base nos dados da Klabin, utilizada para previsão da ocorrência de incêndios florestais (esta fórmula é usada ainda hoje, em todo o setor florestal do Brasil).

1975
Início da organização das agrovilas, dotadas de infra-estrutura adequada, em substituição aos acampamentos.

1974-1979
Implantação do Projeto IV, para a modernização do parque industrial de Monte Alegre passando de 660 t/dia para 1200 t/dia de papéis, seu nível de escala passou a ser igual aos das maiores fábricas européias.

1976
Reforma completa da máquina de .papel nº 4 (MP4), para produção de.papéis didáticos e para listas de telefone.

1978
Início da operação do digestor contínuo ESKO, responsável pela fabricação de polpa semi-química com utilização de eucalipto (abril)
Desativação da fábrica de celulose sulfito, que utilizava araucária e pínus.
Início da utilização de carregadores florestais, para carregamento de madeira, substituindo o sistema de carregamento manual.
Construção dos postos médicos de Lagoa, Antas e km 28.

1979
Criação do Parque Ecológico Samuel Klabin.
Início de funcionamento da máquina de papel nº 7 (MP7), produzindo 600 ton/dia de papel kraftliner.

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Década de 80 - O crescimento

A década de 80 no Brasil foi marcada por um período de incertezas. O país voltava a ser uma democracia, mas a crise econômica era aguda. Historicamente esse período é conhecido como "A década perdida".

Entretanto, para a unidade da Klabin no Paraná, os anos 80 não foram perdidos. O crescimento da companhia podia ser visto nas inúmeras melhorias técnicas e sociais implantadas ao longo dos anos.

Em 1980, o Presidente da República João Baptista Figueiredo inaugurou o Restaurante Industrial da Fábrica. O edifício, com capacidade para atender 650 pessoas, foi projetado pelo arquiteto Max Staudacher. Na mesma oportunidade o presidente inaugurou a máquina de papel no 7 (MP7).

Na área fabril, em 1983 teve início a operação da Usina de Biomassa, com utilização de cavacos de madeira, serragem e outros resíduos de biomassa florestal para geração de energia. Um ano depois, na Máquina 1, iniciou a produção de papel eukaliner (único papel no mundo para embalagem com base em eucalipto).

Na área florestal, houve a implantação do sistema sueco para exploração florestal, com o treinamento das primeiras turmas de motosserristas profissionais.

Em 1984, ocorreu outro marco na história da Klabin: a implantação, de forma artesanal, do Programa de Fitoterapia, que a partir de 1989 passou a funcionar em escala de manipulação.

Já em 1985, na fábrica, foi concluído o projeto de tratamento secundário dos efluentes industriais, que incluiu a instalação do filtro biológico, o primeiro em uma planta de produção de papel no país. Também nesse ano, teve início o PAT-Rural (Programa de Alimentação ao Trabalhador).

No ano de 1986, foram inauguradas novas instalações do Centro de Pesquisas Florestais, que tem por missão, até hoje, garantir a manutenção e melhoria da produtividade e da qualidade dos plantios florestais para utilização na produção de celulose e produtos sólidos de madeira.

Em 1988, entrou em operação a nova planta de celulose, com capacidade de 1200 t/dia de polpa para fabricação de papel kraftliner, nas máquinas de papel nºs 1, 2, 3 e 7, e de papel imprensa, nas máquinas de papel nºs 4 e 6.

No ano seguinte, foram concluídas na Florestal as instalações do viveiro setorizado, com moderno processo de produção de mudas a partir de sementes geneticamente melhoradas e de pomares próprios.


1980
Inauguração do restaurante industrial da fábrica, com a visita do presidente da república João Batista Figueiredo. Entrou em funcionamento no dia 12 de maio, com a capacidade de atender 650 pessoas. O edifício foi elaborado pelo arquiteto Max Staudacher.

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1981
Início do levantamento de avifauna na Fazenda
Desenvolvida e produzida em Monte Alegre, uma pasta ácida para resinagem.

1982
Primeiros trabalhos de polinização controlada com pínus.
Instalação do clarificador primário para limpeza de efluentes.
Primeiras produções de papel LPB (Liquid Packaging Board)

1983
Início de operação da Usina de Biomassa com utilização de cavacos de madeira, serragem e outros resíduos de biomassa florestal para fins energéticos.
Implantação do sistema sueco para exploração florestal, com o treinamento das primeiras turmas de motosserristas profissionais.

1984
Início de operação da Caldeira de Vapor nº 6, utilizando carvão e cascas de madeira para fins energéticos. Através da implantação desta Caldeira e da Usina de Biomassa, conseguiu-se a substituição do óleo combustível por carvão, cascas e biomassa. O que fez com que a Klabin fosse uma das primeiras fábricas de papel e celulose do mundo a não consumir derivados de petróleo para fins energéticos.
Instalação de novo cozinhador esférico
Instalação de novas bombas de vácuo na máquina de papel nº 6 e reforma das prensas
Início da produção na máquina 1 de papel (MP1) eukaliner (único papel no mundo para embalagem com base em eucalipto)
Início das atividades da Fitoterapia.
Início da utilização de caminhões pesados, para o transporte de madeira.

1985
Conclusão do projeto de tratamento secundário dos efluentes industriais: instalação de novo clarificador primário.
Instalação de filtro biológico, o primeiro a ser instalado numa fábrica de papel no país.
Início do Programa de Alimentação ao Trabalhador para trabalhadores florestais (PAT-Rural).

1986
Conclusão das obras civis e iniciadas instalações industriais da fábrica de papel couché, para revistas e outras finalidades.
Conclusão da construção do novo armazém no Porto de Paranaguá - capacidade para estocagem de até 17.000 toneladas de papel para exportação.
Produção recorde de 505.941 toneladas de papel (imprensa, impressão e embalagem).
59º lugar no ranking das 100 maiores empresas de celulose e papel no mundo (IKPC + controladas).
Reflorestamento 100.000 hectares.
Inauguração das novas instalações do Centro de Pesquisas Florestais - pesquisa genética floresta e técnicas avançadas de desenvolvimento florestal.

1987
Início da construção de uma nova fábrica de celulose.
Mudança da linha de vapor da máquina de papel nº 4 (MP4), troca da rebobinadeira, troca do sistema de depuração da cabeça da máquina e alteração da mesa plana para possibilitar a implantação do papel couché.
Alteração no setor de pasta mecânica com a implantação de sistema de dupla depuração de rejeitos para melhorar a qualidade do papel, objetivando a produção de couché.
Implantação da "cozinha couché", destinada a preparação de pasta couché
Substituição da calandra da máquina de papel nº 6.
Troca de engrenagens e rolamentos da bateria secadora da máquina de papel nº 7.
Troca das correntes, na zona de secagem do forno de cal (1º troca em 9 anos de funcionamento) e ainda, troca dos refratários, na zona de calcinação e pintura externa.

1988
Implantação do programa TPM (Manutenção Produtiva Total), na máquina de papel nº 6 (MP6), com o objetivo de desenvolver a capacitação técnica e elaboração de procedimentos operacionais, principalmente na Secaria da Máquina. Este programa pode ser visto como uma antecipação da ISO-9000, que tem como objetivo a melhoria da qualidade dos produtos por meio de um controle mais sistemático dos processos de produção. (março)
Início do funcionamento da nova fábrica de celulose, com capacidade de 1200 t/dia de polpa para produção de papel kraftliner nas máquinas de papel nos 1, 2, 3 e 7 e de papel imprensa nas máquinas de papel nos 4 e 6.(setembro)
Start - up do digestor contínuo nº 2 da fábrica de celulose, com Sistema Digital de Controle Distribuído. (26 de setembro)
Criação do "Plano Piloto de Fomento Florestal Integrado", desenvolvido pela Klabin em parceria com Emater (PR) e ITCF.

1989
Reforma geral da máquina de papel nº 7 (MP7), entre os meses de agosto e setembro.
Encerramento das atividades do digestor BEKH, sendo substituído pelo digestor contínuo KAMYR, responsável pela fabricação de celulose kraft para produção de papel kraftliner e celulose kraft branqueada, ambas com a utilização de pínus.
Construção do Viveiro Setorizado, em Lagoa.
Construção da Estação de Tratamento de Água, em Lagoa.
Início dos trabalhos de Levantamento semidetalhado de solos da Klabin Paraná.

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Década de 90 - As inovações

Os anos 90 caracterizaram-se pela reestruturação e pela adequação aos novos tempos de globalização da economia, que exigem cada vez mais agilidade das empresas.

Na unidade da Klabin do Paraná a situação não foi diferente. Durante toda a década, a empresa buscou o aprimoramento tecnológico, sempre pautada pela busca constante da qualidade, aliada ao cuidado sócio-ambiental. Foram implantados o Processo Klabin de Qualidade Total (1993), o Programa SOL - Segurança, Organização e Limpeza (1997), e recebida a Certificação Ambiental ISO 14001 (1999).

Na área florestal foi iniciado um trabalho pioneiro de valorização da madeira de eucalipto para produção de móveis, com ampla divulgação e acompanhamento técnico (1993); implementado o Plano Abrangente Florestal, direcionado para mecanização da colheita (1997). Também foram recebidos os certificados internacionais do FSC (Forest Stwardship Council) para manejo florestal (1998) e manejo de produtos florestais não-madeireiros (1999). Esses certificados servem para confirmar que a empresa desenvolve suas atividades florestais dentro dos mais elevados padrões internacionais de conservação ambiental e sustentabilidade socioeconômica, abrindo novas perspectivas de vendas para os produtos da empresa.

Na área fabril, foi implantado o Projeto POP - Programa de Otimização da Produção, visando à otimização e ampliação do processo produtivo (1997).

Como parte da estratégia de atuação cada vez mais voltada ao mercado de embalagens, foi lançada a linha de produtos Klabin Boards (1998), com uma diversificada gama de cartões para a produção de embalagens semirígidas e displays de cartão, destinados aos mais variados segmentos de mercado.


1990
Início do monitoramento da Vespa-da-Madeira.
Realizado o primeiro plantio com estacas de pínus.
Elaboração do programa Processo Klabin de Qualidade Total (PKQT), programa desenvolvido por Klabin do Paraná.

1991
Implantação do Sistema GIS (Geographical Information System) para integração de dados da floresta com uma base cartográfica.
Desenvolvido sistema de colheita de sementes de eucalipto.
Início da utilização do semeador automático no viveiro florestal.

1992
Inauguração do Centro de Interpretação da Natureza (CINat)

1993
Início da reforma das máquinas de papel nº 1, 6 e 7, visando à melhoria da qualidade do papel para obter o certificado ISO-9000.
Valorização da madeira de eucalipto para a produção de móveis, com ampla divulgação e acompanhamento técnico.
Início dos trabalhos para incentivo e valorização de indústria de base florestal no município de Telêmaco Borba.
Início da produção e comercialização de toras.

1994
Início da operação da máquina de revestimento nº 2 (MR2) para produção de cartões revestidos, o CBR - 77 - Cartão Branco revestido para fabricação de embalagens para líquidos.
Implantação do sistema de desrama em eucaliptos.

1994-5
Instalação da nova embaladeira de bobinas de papel
Construção de Sistema de Tratamento de Efluentes pelo processo de iodo ativado.

1995
Implementação da normatização das atividades florestais, visando a padronização dos procedimentos.

1996
Início do Projeto de Otimização de Produção - POP, visando a melhoria dos setores de branqueamento, recuperação e subprodutos, evaporação, caustificação e forno de cal.
Construção da ciclovia Harmonia - Parque Ecológico.

1997
Lançamento do Programa SOL (segurança, organização e limpeza), desenvolvido pelo PKQT (Programa Klabin de Qualidade Total).
Início da primeira etapa da reforma da máquina de papel nº 7, projeto desenvolvido em parceria com a Tetra Pak.
Inauguração oficial do POP - Programa de Otimização da Produção para a melhoria e ampliação do processo produtivo, com a presença de Jaime Lerner, governador do Estado do Paraná- destacando o branqueamento pelo processo TCF (Totally Chlorine Free - totalmente livre de cloro)
Implementação do Plano Abrangente Florestal, para a mecanização da colheita.
Efetivação do sistema de transporte pesado de madeira.

1998
Desenvolvimento da segunda etapa da reforma da máquina de papel nº 7, projeto desenvolvido em parceria com a Tetra Pak.
A Klabin é a primeira empresa do setor de papel e celulose do Hemisfério Sul a conquistar a certificação FSC (Forest Stewardship Council), que é considerada a mais respeitada entidade do mundo em sustentabilidade, para suas áreas florestais do Paraná.
Implantação da RPPN - Reserva Particular de Patrimônio Natural.
Início dos trabalhos de pesquisa do estudo ecológico do Puma na Fazenda Monte Alegre.
Início do Programa de reciclagem e compostagem de lixo, em Lagoa.
Lançada a Linha Klabin Boards, com uma diversificada gama de cartões para a produção de embalagens semirígidas e displays de cartão, destinados aos mais variados segmentos de mercado.

1999
Finalização da primeira etapa da reforma da máquina de papel VII, projeto desenvolvido em parceria com a Tetra Pak.
Conquista da Certificação Ambiental, da área fabril, pela ISO 14001
Recebido o certificado internacional FSC (Forest Stewardship Council), considerada a mais respeitada entidade do mundo em sustentabilidade para o manejo florestal de produtos florestais não madeireiros.
Início do projeto de estudo de anfíbios da Fazenda Monte Alegre.

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2000 a 2006 - O novo milênio

A Klabin chegou ao novo milênio em um processo de transformação, com metas de aumentos significativos de produtividade e eficiência para enfrentar os desafios de uma nova era de competitividade.

A unidade da Klabin no Paraná chegou ao século 21 investindo em pesquisa e conscientização ambiental. Na área de Fitoterapia, foi iniciado em 2000 o Projeto Monte Alegre, com o objetivo de desenvolver pesquisas sobre produtos naturais e florestas nativas. Em 2001, a preocupação constante com a preservação do meio ambiente originou o Projeto Caiubi de Educação Ambiental, dirigido a estudantes e professores das escolas de Telêmaco Borba e cidades vizinhas. A partir do segundo semestre de 2004, o projeto passou a ser denominado Programa Caiubi de Educação Ambiental.

Em 2002, teve início o Programa SUPERAR de melhoria contínua, que tem por objetivo buscar a excelência de processos e produtos por meio do envolvimento e valorização dos colaboradores, transformando a Klabin em uma "manufatura de classe mundial". Em 2003, foi implantado um programa complementar para conscientização de colaboradores, o Rumo à Qualidade, e no primeiro semestre de 2004, teve início o programa de Boas Práticas de Fabricação.

Em junho de 2004, a busca constante pela qualidade nos processos e serviços teve um de seus maiores reconhecimentos: a conquista do 2º lugar na avaliação de fornecedores (Supplier Evaluation) realizada pela multinacional de embalagens Tetra Pak. Esse resultado atesta que o papel cartão para líquidos produzido em Monte Alegre é um dos melhores do mundo.

Também neste ano, teve início o Projeto MA 675, que tinha por objetivo expandir a capacidade de produção da fábrica de Monte Alegre para 675 mil toneladas de papel.

Outro destaque de 2004 foi a conquista do Prêmio Vida Profissional, concedido pela empresa alimentícia Sodexho Pass, ao Programa de Fitoterapia da Klabin, em reconhecimento a sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida dos colaboradores da companhia.


2001
Implantação, em parceria com o Núcleo Regional e a Secretaria Municipal de Educação de Telêmaco Borba, do Projeto Caiubi de Educação Ambiental, dirigido a professores e estudantes de 1º e 2º graus de escolas estaduais e municipais de Telêmaco Borba, Curiúva, Ventania, Sapopema, Reserva, Ortigueira e Imbaú.
Inicio do estudo de balanço hídrico na Fazenda Monte Alegre.
Implantação na área de proteção florestal do sistema de localização de foco de incêndio através de dados georeferenciados.

2002
Ampliação da SIPAT para SISMAQ - Semana Integrada de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade.
Início do Programa SUPERAR de melhoria contínua (Word Class Manufacturing).
Implantação do curso MBA, em parceria com ISAE/FGV.
Instalação do coater de terceira camada de revestimento nos cartões PKLB (para Tetra Pak).
Assinatura do convênio para construção dos Postos de Saúde da Família, em parceria com a Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba e o BNDES.
Terceirização do Restaurante Industrial para a empresa Puras do Brasil S/A
Instalação do incinerador de gases não-condensáveis gerados no processo de fabricação de celulose, minimizando o odor característico da produção de papel na cidade.
Nominação do Centro de Interpretação da Natureza do Parque Ecológico como Centro de Interpretação da Natureza Frans Krajcberg.
Iniciado o projeto de Monitoramento Ambiental de Microbacias experimentais, com o objetivo de coletar os indicadores hidrológicos, para a manutenção da saúde de bacias hidrográficas.

2003
Formação da 1ª turma de PKEs - Process Kaizen Engineers - para atuação nos projetos do Programa SUPERAR.
Fim da joint-venture com a empresa Norske Skog, encerrando a produção de papel imprensa em Monte Alegre.
Inauguração do Centro de Hemodiálise, nas instalações do antigo Hospital de Harmonia.
Implantação dos Pilares, ou sub-comitês de gestão do Programa SUPERAR: Melhoria Focada, Qualidade Progressiva, Educação e Treinamento, Gestão Autônoma, Manutenção Planejada; Gestão do Fluxo Produtivo, Segurança, Saúde e Meio Ambiente e Gestão do Fluxo de Informações.
Promoção do Campeonato SUPERAR de Futsal, dirigido a funcionários.
Inauguração da 1ª UTI de Telêmaco Borba, construída pela empresa em parceria com a Casa de Saúde Dr. Feitosa e o BNDES.
Implantação do programa de melhorias Rumo à Qualidade.
Inauguração de quatro dos oito postos do Programa Saúde na Família, com a presença do Presidente do BNDES, Prof. Carlos Lessa.
Implantação dos primeiros GIGAs - Grupos Internos de Gestão Autônoma, como parte do Programa SUPERAR
Início da 2ª edição do curso PKE - Process Kaizen Engineers.
Início da exportação de papéis PKLB para China

2004
Inauguração dos quatro últimos Postos de Saúde da Família.
Classificação em 2º lugar entre os melhores fornecedores de papelcartão da empresa Tetra Pak.
Implantação do programa BPF - Boas Práticas de Fabricação.
Mudança do modelo de Intranet para uma Intranet corporativa.
Início do projeto de ampliação de capacidade de produção para 675 mil toneladas - MA675.
É criado o Coral das Meninas Cantoras da Klabin, com filhas de colaboradores com idade entre 7 e 17 anos de idade.
Iniciados os trabalhos de ampliação do viveiro florestal, cuja capacidade de produção foi ampliado de 15 milhões de mudas/ano para 22 milhões de mudas/ano.

2005
A Klabin conquista o selo FSC (Forest Stwardship Council) para Cadeia de Custódia de papéis e cartões.
O Parque Ecológico da Klabin recebe mais de 33 mil visitantes, quase 100 pessoas por dia
É lançado o livro "Mamíferos da Fazenda Monte Alegre", resultado do estudo realizado na área da Fazenda da empresa no Paraná, que ressalta a importância da preservação da fauna, além de identificar as 83 espécies de mamíferos que habitam a região
Dois filhotes de puma, animal ameaçado de extinção no País, são encontrados em área de floresta de pínus na Unidade Monte Alegre, comprovando o equilíbrio e a riqueza da biodiversidade encontrada nas fazendas da empresa
O programa Jovem de Futuro é lançado na Unidade
MA 1100 - conclusão dos estudos de viabilidade do projeto de expansão
Lançamento oficial dos Programas PRONAF e PROPFLORA (Fomento Florestal).
A Klabin anuncia o desenvolvimento do Projeto de Expansão MA 1100

2006
Klabin conquista por três vezes consecutivas, o 1º lugar entre os melhores fornecedores de papelcartão da Tetra Pak
A Unidade Monte Alegre bate recorde de produção de papel e volume de embarque
A Unidade conquista a certificação OHSAS 18001
Formado por colaboradores da Unidade para a prática do canto-coral
Recertificação do FSC para cadeia de custódia dos produtos não-madeireiros, incluindo os produtos fitoterápicos e fitocosméticos produzidos na Unidade de Monte Alegre.
Setembro: Visita da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a Unidade de Monte Alegre.
Projeto MA1100:
Janeiro: Conselho Administrativo aprova o Projeto MA 1100.
Julho: Início das fundações do prédio da máquina 09, a mais importante obra civil do Projeto MA1100.
Outubro: Concluído o alojamento I com capacidade para 1500 pessoas.
2007
A Unidade de Monte Alegre recebe o certificado ISO 22.000 pelo processo de produção de papelcartão. A Klabin é a primeira empresa do setor de embalagem e uma das primeiras do Brasil a conquistar esse selo.
A Klabin doa um terreno de 36 mil metros quadrados para a construção do Hospital Geral Regional de Telêmaco Borba.
Parceria com a associação de apicultores de Telêmaco Borba, com o objetivo de acrescentar à sua política de sustentabilidade, apoiando assim a comunidade local e proporcionando o uso múltiplo e racional da biodiversidade.
Project MA-1100:
Fevereiro: Montagem das primeiras colunas da estrutura de secagem da máquina 09, além das instalações das primeiras colunas da nova caldeira de Biomassa.
Março: Inauguração do alojamento II com capacidade para 1500 pessoas.

Fotos (clique para ampliar):