Nas áreas florestais da Klabin foi encontrada a espécie Mandaçaia (Melipona quadrifasciata), de origem nativa brasileira e presente na lista das espécies ameaçadas de extinção. Esta confirmação contou com a colaboração de pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que atuaram in loco na Unidade. O registro desta espécie ressalta o equilíbrio do ecossistema local e a preservação da biodiversidade, demonstrando que a Klabin atua de forma sustentável, em harmonia com a natureza.
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Programa de Apicultura e Meliponicultura da Klabin agrega mais valor às florestas
Em linha com sua Política de Sustentabilidade, a Klabin desenvolve, desde 2007, o Programa de Apicultura e Meliponicultura, na Unidade Monte Alegre, em Telêmaco Borba (PR). O objetivo é aproveitar o potencial da rica flora das áreas florestais, preservando a biodiversidade e exercendo a responsabilidade social. Pelo programa, a empresa viabiliza o apoio à cadeia produtiva, estruturando o uso racional e controlado da floresta. Os apicultores, por sua vez, recebem qualificação profissional e diversificam suas atividades produtivas, gerando renda para suas famílias. As espécies em manejo são as abelhas nativas, conhecidas como indígenas, meliponíneos ou melíponas, e também abelhas exóticas adaptadas.
Na meliponicultura são realizadas a pesquisa e a multiplicação de abelhas nativas, capazes de promover a preservação do ecossistema, já que são responsáveis por 40% a 90% da polinização de espécies vegetais. Nas florestas da Klabin já foram identificadas 11 espécies diferentes destas abelhas, entre elas a Jataí (Tretagonisca angustula) e Iraí (Nannotrigona testaceicornis), consideradas produtoras de mel de qualidade e com propriedades terapêuticas. Como muitas das abelhas nativas são destituídas de ferrão ou apresentam ferrão atrofiado, há bastante segurança em conciliar a meliponicultura com atividades de educação ambiental e com silvicultura, que é a principal atividade da região. Outra vantagem, é que a alta qualidade do mel abre novas oportunidades de trabalho na área de Produtos Florestais Não-Madeireiros.
Já na apicultura, o projeto piloto foi realizado entre 2005 e 2006 em um único apiário, com a utilização de abelhas exóticas africanizadas (Apis mellifera), que se adaptaram com facilidade ao ambiente, além de apresentarem alta produtividade e tolerância a doenças. Após o resultado da primeira colheita – cerca de uma tonelada de mel –, o programa foi colocado em prática de forma efetiva. Hoje, existem 14 apiários-padrão nas florestas da Klabin, cada um com 35 colméias.
Os bons resultados apareceram já no primeiro ano: ao total, foram colhidas mais de seis toneladas de mel em 2007. Cada colméia produziu, em média, 18 kg de mel, superando a média nacional de 16 kg. Até o final de 2010, a previsão é de que sejam instaladas outras duas mil colméias na área, com implementação de estudos científicos para otimizar o manejo e a produtividade de espécies nativas e exóticas selecionadas.
Atualmente, o programa é conduzido em parceria com a Associação de Apicultores de Telêmaco Borba (ATHA), que realiza a seleção e capacitação dos produtores, além de fornecer parte dos equipamentos. Os apicultores contam ainda com o apoio do município de Telêmaco Borba, o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Estes produtores ainda têm a opção de integrar a Cooperativa chamada “Caminhos do Tibagi”, que reúne oito cidades da região, o que abre mais oportunidades para distribuição e comercialização do mel e seus derivados.